WOOL: UM ROTEIRO DE ARTE URBANA NA COVILHÃ

O WOOL - Festival de Arte Urbana da Covilhã teve início em 2011 como o primeiro evento destas características no interior do País.

Resulta de duas grandes paixões, uma pela arte urbana / graffiti e a outra pela história da Covilhã, intimamente ligada à indústria de lanifícios. Sob um formato e modus operandi muito próprios, pretende apresentar estas novas expressões da Arte Contemporânea como ferramentas capazes de enormes transformações sociais, culturais, económicas e urbanísticas na comunidade.

Passados 4 anos da sua fundação e confirmado o seu valor local, é possível observar inúmeras acções paralelas ao mesmo, em novas geografias (locais onde já realizámos ações: Covilhã, Fundão, Coimbra, Abrantes, Figueira da Foz, Cascais, Paris, em França e Djerba, na Tunísia, em novos formatos, dirigidos a distintas (e inclusivamente inusitadas) faixas etárias, confirmando o valor da Arte Urbana enquanto instrumento de reabilitação (e valorização) da cidadania nas suas mais amplas definições.

O WOOL já realizou 151 ações, tendo envolvido 43 artistas nacionais e 17 artistas internacionais.

Mapa do roteiro de Arte Urbana da Covilhã

A. Arm Collective (pt)| WOOLFEST - Setembro/Outubro de 2011 | Os dois artistas deste coletivo (MAR e RAM) quiseram deixar a sua visão da indústria dos lanifícios, representando a figura do pastor e a do operário.


B. Vhils (pt) | WOOLFEST - Outubro 2011 | Alexandre Farto aka VHILS é detentor de uma técnica única, o scratching, que consiste em escavar o muro para criar um baixo relevo. Com esta intervenção pretendeu alertar para o envelhecimento do interior e a solidão que afeta grande parte da população idosa.


C. Btoy (es) | WOOLFEST - Novembro 2011 | Btoy reinterpretou um postal de início do séc. XX, que retrata um pastor.


D. Kram (es) | EXTRA WOOL – Abril 2012 | KRAM realizou, nesta parede, o seu maior mural até a data. O trabalho, inspirado na lenda regional “A fera da Teixeira”, retratou o monstro de olhos no focinho que assolava a aldeia.


E. Mr. Dheo (pt) | título: “Portugal pelas costuras” | WOOL on RESIDENCE - Outubro 2014 | Mr. Dheo, reconhecido pelos seus murais fotorrealistas, retratou uma rapariga a coser a bandeira portuguesa, lançando uma mensagem clara sobre a sua visão do estado atual do país.


F. Bordalo II (pt) | título: “Owl Eyes” | WOOL on RESIDENCE - Outubro 2014 | A peça de Bordalo II - um mocho, símbolo da sabedoria e da cultura - é um apelo ao renascer destes valores no centro histórico. O mocho foi construído a partir da reutilização de materiais sucata e do lixo.


G. Tamara Alves (pt) | título: “Wild Orphan” | WOOL on RESIDENCE - Outubro 2014 | Inspirada num poema de Allen Ginsberg, Tamara Alves pretende, com este mural, homenagear as técnicas artesanais, e, ao mesmo tempo, alertar para o seu paulatino desaparecimento. A figura representada está a tecer a própria indumentária em renda de bilros.


H. Add Fuel (pt) | título: “Oddments, fragments and scraps” | WOOL on RESIDENCE - Outubro 2014 | O trabalho mais conhecido de Add Fuel passa pela reinterpretação de azulejos portugueses que, nesta intervenção, aparecem misturados com fragmentos de tecidos inspirados nos padrões produzidos nas fábricas da cidade.


I. ± MAISMENOS ± | título: “COVILhã” | WOOL on RESIDENCE - Outubro 2014 | ± MAISMENOS ±, aproveitando uma parede com umas pequenas janelas com grades, joga com o nome da cidade e a cria uma peça com uma forte mensagem política e económica.


J. Samina (pt) | EXTRA WOOL - Outubro 2015 | Este mural de Samina retrata o Sr. Viseu, antigo trabalhador dos lanifícios, jogador de futebol das equipas locais e figura muito ligada ao centro histórico da cidade. Homenagem às pessoas comuns, às pessoas que fazem a cidade.


L. Pantónio (pt) | EXTRA WOOL - Outubro 2015 | O artista inspirou-se nuns visitantes que, sazonalmente, enchem os céus da cidade: os andoriscos.